Sentiu no corpo a erosão.
O remanso dos olhos secou
O coração, terra arida,
Depois de tudo
Deitada ali
Ela se permitiu chorar
Transbordou
foi enchente
Depois,
Permitiu-se ser vazante de rio
Plantou bem-me- quero
Depois de tudo,
deitada ali,
ela se permitiu chorar.
Transbordou.
Foi enchente.
Então,
permitiu-se ser vazante de rio.
E no leito das máguas passadas,
floresceu um cá-te-espero
A prima facie, é laço,
Mais de perto atam-se nós,
Fino fio,
Rica trama,
A tecer,
Nó por nó...
Quatro vidas,
Numa tapeçaria só.